Transmedia Storytelling: é mais difícil do que você imagina
‘Não basta ter conteúdo em diferentes mídias, já que a história ganha cada vez mais importância. O segredo é conseguir a sincronia entre criação e tecnologia.” Pedro Sorrentino
Transmedia Storytelling é um conceito que vem crescendo muito nos últimos anos. Não só por ser algo que foge dos padrões convencionais de mídia, mas por ser algo tão inovador, que faz com que o espectador se sinta cada vez mais integrado à história que estamos contando.
"Seja pela televisão, mobile, web ou marketing direto, os diferentes pontos de entrada precisam sempre ser convincentes o suficiente para integrar novos seguidores ou engajar quem já acompanha a narrativa. Henry Jenkis foi quem criou o termo Transmedia Storytelling,no seu livro Cultura da Convergência”.
Na matéria, Pedro Sorrentino nos dá oito conceitos básicos do Transmedia Storytelling:
1- Cada meio faz o que faz de melhor.
2- Cada história da franquia é autossuficiente, podendo ser apreciada separadamente.
3- Cada história da franquia pode servir como uma ponte de acesso à nave-mãe.
4- A leitura em todas as mídias sustenta uma profundidade de experiência que motiva mais o consumo da história.
5- A redundância destrói o interesse do fã e pode levar ao fracasso.
6- Oferecendo novos níveis de conhecimento e experiência você atualiza a franquia e sustenta a lealdade do consumidor.
7- A lógica econômica da convergência de mídia dita o fluxo de conteúdo entre os meios. A mídia que paga a conta, manda.
8- Diferentes meios atraem diferentes nichos de consumo.
Um exemplo atual, é a novela Cheias de Charme, onde na novela existe um grupo de música de empregadas domesticas. Esse grupo que é fictício, já lançou CD no mercado, e a música toca nas rádios como se fosse uma banda normal, da vida real.
No Brasil, a Transmedia ainda não é uma coisa normal, mas o intuito é de aumentar cada vez mais, para fazer com que o espectador se involucre mais e mais com as histórias que vemos na TV ou em outros meios.
