jueves, 30 de agosto de 2012

Transmedia Storytelling

Transmedia Storytelling: é mais difícil do que você imagina


“Transmedia Storytelling: é mais difícil do que você imagina”, é uma matéria escrita por Pedro Sorrentino para a revista ProXXima que fala sobre a mais nova maneira de contar histórias, não só por um meio e sim por vários que se complementam.

 ‘Não basta ter conteúdo em diferentes mídias, já que a história ganha cada vez mais importância. O segredo é conseguir a sincronia entre criação e tecnologia.” Pedro Sorrentino


Transmedia Storytelling é um conceito que vem crescendo muito nos últimos anos. Não só por ser algo que foge dos padrões convencionais de mídia, mas por ser algo tão inovador, que faz com que o espectador se sinta cada vez mais integrado à história que estamos contando.

"Seja pela televisão, mobile, web ou marketing direto, os diferentes pontos de entrada precisam sempre ser convincentes o suficiente para integrar novos seguidores ou engajar quem já acompanha a narrativa. Henry Jenkis foi quem criou o termo Transmedia Storytelling,no seu livro Cultura da Convergência”.




Um exemplo clássico de Transmedia Storytelling descrito na matéria é o caso do filme Matrix. A trilogia dos irmãos Wachowski conseguiu explorar a mesma narrativa de maneiras bem-sucedidas não apenas no cinema, mas com videogames, desenhos, animações, produção musical, etc. Outro exemplo muito claro foi o seriado Lost, que a história começou na TV, mas saiu das telas e fez com que os espectadores tentassem desvendar os mistérios da ilha através de fóruns na internet e até em um Wikipedia especialmente feito para o seriado, Lostpedia.

Na matéria, Pedro Sorrentino nos dá oito conceitos básicos do Transmedia Storytelling:

1- Cada meio faz o que faz de melhor.
2- Cada história da franquia é autossuficiente, podendo ser apreciada separadamente.
3- Cada história da franquia pode servir como uma ponte de acesso à nave-mãe.
4- A leitura em todas as mídias sustenta uma profundidade de experiência que motiva mais o consumo da história.
5- A redundância destrói o interesse do fã e pode levar ao fracasso.
6- Oferecendo novos níveis de conhecimento e experiência você atualiza a franquia e sustenta a lealdade do consumidor.
7- A lógica econômica da convergência de mídia dita o fluxo de conteúdo entre os meios. A mídia que paga a conta, manda.
8- Diferentes meios atraem diferentes nichos de consumo.

Um exemplo atual, é a novela Cheias de Charme, onde na novela existe um grupo de música de empregadas domesticas. Esse grupo que é fictício, já lançou CD no mercado, e a música toca nas rádios como se fosse uma banda normal, da vida real.

No Brasil, a Transmedia ainda não é uma coisa normal, mas o intuito é de aumentar cada vez mais, para fazer com que o espectador se involucre mais e mais com as histórias que vemos na TV ou em outros meios.